O Livro de Enoque é um texto apocalíptico judaico do período do Segundo Templo, tradicionalmente atribuído a Enoque, bisavô de Noé. Embora excluído do cânon da maioria das tradições cristãs e judaicas, é considerado canônico pela Igreja Ortodoxa Etíope (Tewahedo). Fragmentos aramaicos do livro foram encontrados entre os Manuscritos do Mar Morto em Qumran. A tradução aqui utilizada é uma versão em português baseada na edição acadêmica de R.H. Charles (1917) da Oxford University Press.
Enoque
Capítulo 16
Desde os dias da matança e destruição e morte 'dos gigantes', das almas cuja carne os espíritos, tendo saído, destruirão sem incorrer em juízo — assim destruirão até ao dia da consumação, o grande 'juízo' em que a era será consumada sobre os Vigilantes e os ímpios, sim, será totalmente consumada."
E agora quanto aos Vigilantes que te enviaram para interceder por eles, que tinham estado 'antes' no céu, (dize-lhes):
"Vós estivestes no céu, mas †todos os mistérios não vos tinham sido ainda revelados, e conhecestes coisas sem valor, e estas na dureza dos vossos corações fizestes conhecer às mulheres, e através destes mistérios mulheres e homens praticam muito mal na terra."
Dizei-lhes portanto: "Não tendes paz."